terça-feira, 21 de julho de 2009

Superprotetor ou superliberal?

Hoje li uma entrevista que me deixou um pouco chocada e preocupada. Publicada na IstoÉ desta semana, a escritora Lenore Skenazy (rotulada como a pior mãe do mundo por ter deixado o filho de 9 anos cruzar Nova York sozinho de metrô) critica os pais de hoje por serem superprotetores.

Para acompanhar o que vou falar abaixo, sugiro que leia a entrevista clicando aqui.

Realmente acredito que os pais de hoje são mais protetores do que os de antigamente. Claro que muitos realmente exageram, mas não há como negar que parte desse problema vem do fato de que o mundo hoje está muito mais violento do que o de antigamente. Lenore fala que deixou o filho andar de metrô sozinho pela cidade porque sentia que ele estava preparado. "Ele teria que usar o metrô e um ônibus para chegar em casa. Se tivesse algum problema, poderia pedir ajuda a alguém. Confiávamos nele. Sentíamos que estava preparado. Quando chegou em casa, estava extremamente feliz. Sentia-se capaz. Isso é algo que os pais deveriam celebrar", disse ela.

O problema é que existe o outro lado desta mesma moeda. Antigamente os "bandidos" (como diz o Vítor) não ficavam vigiando meninos para observar se eles estavam sozinhos ou não e roubá-los. Antigamente não era tão comum encontrar um pedófilo pronto para atacar uma criança que não está acompanhada por seus pais. Isso não é ser superprotetor, é ser realista. O mundo mudou e não dá pra querer viver como vivíamos antigamente. Antigamente dava pra andar a pé por determinados locais do Rio de Janeiro, por exemplo. Experimente fazer o mesmo hoje nestes determinados locais e você será assaltado.

Ela diz: "Se você fazia determinada coisa com 8, 10 ou 12 anos, deve deixar seu filho fazer a mesma coisa na mesma idade. Conheço mães que quando tinham 10, 12 anos eram babás e cuidavam de crianças de cinco anos ou até de recém-nascidos. Eram dignas de confiança nessa idade". Uma vez li uma frase e nunca mais a esqueci, ela marcou a minha vida. É umas destas afirmativas óbvias, mas que caem como uma bomba em cima de você, abre seus olhos, como se você nunca tivesse pensado nisso antes. Foi no livro "Domando sua ferinha", do escritor Cristopher Green. Como não lembro das palavras exatas, vou colocar aqui do jeito que me lembro, mas o sentido é exatamente este: "Os adultos costumam esperar que as crianças tenham juízo. Mas ser criança é justamente isso, não ter juízo. Crianças não têm juízo, quem precisa ter juízo são os pais".
As pessoas são diferentes, mesmo que elas tenham a mesma idade. Assim como os tempos são diferentes e também influenciam na maturidade que cada um tem. Meu filho, com 5 anos, provavelmente é diferente do que eu fui com 5 anos. É preciso ter cuidado ao nivelar as pessoas desta forma, sob o risco de expor a criança a riscos desnecessários.

Outra coisa que me preocupou foi quando ela falou sobre a Madeleine, a menina desaparecida em Portugal. Lenore diz que é temeroso quando, em vez de culpar algum maluco que a raptou, as pessoas culpam os pais por deixá-la sozinha. Claro que pior foi o fato do maluco tê-la raptado. Mas isso não exime o fato de que os pais a deixaram, sim, sozinha. Ela podia não ter sido raptada, mas podia ter acordado e ido passear perto das piscinas e cair numa delas. Ela podia ter ido mexer com fósforos e incendiar o quarto. Crianças não têm juízo e não devemos exigir isso delas, esse é nosso papel, não podemos transferir para elas.

Penso sempre em algo que meu pai dizia sobre crianças: "Nós tomamos conta delas por 23 horas, 59 minutos e 57 segundos. Nestes 3 segundos que nos distraímos, elas aprontam alguma". Claro que é uma brincadeira e não deve ser seguido ao pé da letra, mas é mais ou menos deste jeito. Mesmo tomando conta deles do melhor jeito possível, coisas ruins podem acontecer. Se damos chance para o azar, a probabilidade é muito maior. Como o caso infeliz da menina que se jogou de um prédio no Rio enquanto a mãe estava em uma festa junina no térreo. Assim como Madeleine, ela poderia ter incendiado a casa, caído nas escadas, colocado o dedo na tomada ou se afogado na banheira. Acontece sempre? Não. Mas acontece e é nosso dever de pai e mãe evitar que isso aconteça.

A escritora finaliza a entrevista dizendo: "Mas se a todo o momento você pressupõe que aquele pode ser o último minuto do seu filho, caso você não cuide dele direito, você não poderia desgrudar dele nunca". Concordo com ela, mas é preciso tomar cuidado para não caminhar exatamente na direção oposta. Precisamos tentar ficar entre o 8 e o 80.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Irmãos


Já faz algum tempo que eu ando me preparando psicologicamente para os ciúmes que o Vítor com certeza terá da irmã. Até comprei um livrinho bem legal, o "Criando Irmãos Felizes e Amigos", das escritoras Jan Parker e Jan Stimpson. Não que eu ache que lendo e me preparando antes eu vá estar imune ao problema, mas acho que se eu estiver informada sobre o assunto, talvez possa encarar o problema mais como uma coisa corriqueira e inevitável, mas que pode ser contornada e não como um grande elefante, atravancando minha vida. Principalmente em uma fase que já é tão conturbada normalmente.
Até pouco, a ficha do Vítor ainda não tinha caído. Ele racionalmente sabe que tem um bebê na minha barriga e que vai ganhar uma irmã. Mas acontece que ele nunca viu realmente o que acontece com uma mulher grávida, o que me leva a pensar que ele ainda não conseguiu absorver exatamente o que vai acontecer em nossas vidas.

Este final de semana ele me supreendeu com a pergunta: qual é o seu filho favorito, eu ou a Alice? Na primeira vez eu olhei pra ele com cara de quem acabou de ouvir uma piada boa, disfarcei e não respondi. Mas ele é persistente, no dia seguinte me perguntou de novo. Mas muitas horas já haviam se passado e eu já estava pronta pra responder: "Mãe não tem esse negócio de filho favorito. E se uma mãe diz pros filhos que tem um favorito, ela não é uma boa mãe. Você imagina se eu digo pra você que a Alice é minha filha favorita, você ia ficar muito triste, não ia? E se eu digo pra Alice que você é meu filho favorito, ela ia ficar muito triste, não é? Então, mãe não tem filho favorito, ela ama os dois do mesmo modo. Tem um pedacinho do coração separado pra cada um, do mesmo tamanho, com o mesmo amor".

Acho que me saí bem, porque ele sorriu e não perguntou mais nada - coisa rara de acontecer, normalmente ele é um saco sem fundo pra perguntas. E me lembrei de uma amiga que me disse, há muitos anos, que esse negócio de amar mais um filho do que o outro não existe. O que existe é ter mais afinidade com um ou com outro. Se isso é verdade mesmo eu ainda não sei, mas me parece muito real.
De qualquer modo, logo eu irei saber. Enquanto isso eu rezo para que ele tenha a mesma paciência que o Charlie tem com a Lola...rs

quinta-feira, 16 de julho de 2009

26 semanas

Esta semana estamos completando 26 semanas de gravidez

Você está grávida de 26 semanas completas, ou seja, está na 27a semana (e no sexto mês).

Como seu bebê está crescendo

Nesta etapa da gravidez, se pudesse ser medido, o bebê teria algo em torno de 36 centímetros. Os olhos estão começando a abrir. Ele responderá melhor a sons mais no finalzinho do sétimo mês, quando a rede de nervos que se estende até o ouvido estiver completa. Leia mais sobre o desenvolvimento do bebê esta semana.

Como fica sua vida

Você está se aproximando da reta final -- o terceiro trimestre. Antes que possa imaginar, vai estar segurando seu bebê no colo. Nesse período, algumas mulheres têm um leve aumento da pressão arterial, o que é normal. Mas, se seu peso subir muito, sua visão ficar embaçada e seus pés e mãos incharem de repente, pode ser que você esteja com pré-eclâmpsia. Ligue para seu médico imediatamente se perceber qualquer um desses sintomas. Veja outros sintomas que nunca devem ser ignorados.

Dicas úteis

O cansaço do primeiro trimestre pode estar voltando, então é melhor pegar leve. Sempre que se sentir meio para baixo, paparique-se: você tem todo o direito. Um filme, uma revista, dormir até mais tarde, uma boa massagem especial para grávidas (ou mesmo improvisada pelo seu parceiro) ou uma manicure -- coisas pequenas fazem milagres pelo seu bom humor.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Brincadeiras de (ou com?) crianças

Eu não sou muito do tipo de mãe que senta no chão pra brincar com o filho. Eu até posso ficar um pouco, mas não tenho muita paciência de entrar na brincadeira e viajar como ele gostaria que eu fizesse. Na maior parte das vezes eu enrolo (faço de conta que estou brincando e acho que finjo muito bem, porque ele nunca reclama) ou então transformo em um tipo de brincadeira que eu gosto de verdade, como ler ou ver Pinky Dinky Doo.



Mas tem uma brincadeira que eu A-D-O-R-O!! Fazer castelos de areia. E nessas férias fizemos muitos. O tanto que o Vítor gosta de deitar e rolar (literalmente) na areia, eu gosto de fazer buracos e castelos. Claro que aproveito pra dar outras lições, como "castelo de areia não é pra sempre e nada de choro quando ele desmoronar" e "quem constrói um castelo de areia tem que saber que não é só pra você, outras crianças também vão querer participar, afinal a praia é de todo mundo".



Modéstia a parte, dois que fizemos ficaram ótimos. Um deles virou a filial natalense dos grandes lagos, com direito a amiguinho brincando junto - e olha que o Vítor é ruim de fazer amizades. O outro foi em São Miguel do Gostoso, uma das praias mais lindas que já vi na vida. A iluminação do pôr do sol, a grande quantidade de corais e conchas que achamos lá e o tipo de areia, um pouco mais grossinha, ajudaram pra caramba a nossa construção.


Mal posso esperar pelas próximas férias. Porque até lá eu não vou ter esse barrigão entre eu e os castelos...kkk

terça-feira, 14 de julho de 2009

Tá começando a faltar espaço

A Alice está começando a fazer que nem o Vítor e massacrar minhas costelas localizadas logo acima da barriga, aquelas que protegem a parte da frente do pulmão. Estômago eu não tenho mais, deve ter um outro nome pra aquele órgão espremido que recebe minha comida atualmente. Recebe e fica jogando pra cima de volta, pq não tem espaço mesmo! kkk E dá-lhe azia!!
Mas mudando de assunto, descobri uma coisa muito legal: toda vez que o Vítor fala com a Alice, ela "responde" (se mexe). Eu estava tentando fazer com que a minha mãe sentisse a Alice se mexer e nada dela ajudar. Aí falei: Vitinho, vem ajudar a mamãe, fala aqui com a Alice. E ele colocou as mãos em concha na barriga e falou: Oi Alice! E ela mexeu. Fomos tirar a prova e ele fez de novo. E ela mexeu de novo. Tô babando que nem mãe boba...rs

Último capítulo da novela Charlie e Lola

E o álbum foi encontrado! Viva, viva!!

Se não fosse a bagunça que o Vítor faz no quarto dele, nunca acharíamos. Sabe aquele dia em que a criança faz uma bagunça tão grande que parece que passou um furacão? Pois é, caiu metade das coisas da estante... e, quase como milagre, tava lá o coitadinho do álbum, enfiado no meio de um monte de tranqueira.

Claro que eu nem falei nada pra dita cuja, não ia adiantar nada mesmo!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Estou de volta

Foram 20 dias, mas as vezes parece que foi mais, as vezes parece que foi menos. Os primeiros dez passaram voando, a gente foi pra praia e curtiu demais!! Muito sol, muito mar, muita areia... lindo, lindo demais!

Os outros dez dias foram pra cuidar da casa, resolver probleminhas e fazer uma micro-cirurgia no Vítor. Com isso, parece que os dez dias que eu descansei não valeram nada, pq eu já tô um caco de novo. Cirurgia em criança, mesmo que seja de unha encravada, é uma novela!

Bem, mas também temos novidades da Alice. Fizemos mais uma ecografia morfológica no dia 01/07 e ela já estava com 31 cm e 717g! Acho que vem uma menina grande por aí...rs E agora ela passa o dia inteiro me "batendo", chutes, socos, cabeçadas na bexiga. Só nessa época mesmo pra mãe achar isso bonito, né?

Aos poucos vou voltando de verdade e contando as novidades!

  ©Template designer adapted by Ana by anA.