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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Eu sei que ando meio chata nos últimos dias. Não é o tempo todo, mas como eu normalmente uso esse blog e o twitter pra desabafar, acho que pareço mais chata do que realmente sou na vida real.

Hoje, numa conversa trivial no twitter (e... perdão, Lu Brasil, você deve achar que sou doida! kkk), de repente clarearam as coisas e acho que começo a entender o que me causa tanto mal humor. Eu sempre tive controle das coisas. Sempre dei conta de cuidar do Vítor, da casa (temos faxineira uma vez por semana), do trabalho e dos esquecimentos do meu amado marido. Eu simplesmente ia lá e resolvia.

Acontece que de um tempo pra cá eu não tenho mais sido eu mesma. Minha mente já não tem mais a clareza que tinha antigamente. Meu corpo não tem mais a mesma agilidade de antes. Eu, que adoro dirigir, tenho preferido que os outros dirijam pra mim, porque ando percebendo que meus reflexos não têm sido os mesmos. Eu sei que tudo isso é da gravidez, que o sangue que irrigava meu cérebro está dando preferência para o meu útero. Eu sei de tudo isso.

Só que a vida continua a andar do jeito que andava antes, nada está andando mais devagar porque eu estou mais devagar. Os projetos profissionais continuam a andar e os prazos continuam a chegar. A casa continua a ter suas necessidades e o marido e filho continuam a fazer o que sempre fizeram: bagunça. E a faxineira continua a fazer o que ela sempre fez: limpar um pouco e colocar todo o resto em locais totalmente inacreditáveis, conseguindo enlouquecer até mesmo uma pessoa que esteja totalmente dentro dos padrões normais de sanidade. (por sinal, já chega pra mim, ela já deu o que tinha que dar. Já não estou em condições de me aborrecer ainda mais)

Pra completar, tem o negócio da glicose alterada. E eu, que nunca fui fã de doces, mas podia me dar ao luxo de comer um quando tinha vontade, agora não posso nem pensar nisso, porque não estarei apenas me prejudicando, mas também a Alice. Então tenho que ser duas vezes mais controlada. E nem o que eu posso comer, não posso comer na quantidade que quero, porque fico com azia e refluxo. Como é que eu faço pra estravazar?

Ah, você pensa que acabou? Não, ainda estou trabalhando em casa, para me proteger da gripe suína que anda vitimando grávidas por todo o País. Isso me deixa ainda mais isolada dos meus amigos e do que anda rolando no trabalho.

Mas apesar de todas estas reclamações, agora que detectei o problema, fica mais fácil lidar com ele. Tentar resolver de outro jeito por aqui, fingir que ignoro por ali, ter mais paciência acolá. Sorte que eu posso contar com a minha mãe, que tem vindo muito aqui em casa e me dado a maior mão do mundo, com tudo. E sorte que faltam aproximadamente sete semanas...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Grávidas e gripe suína

Acho que todos nós estamos muito preocupados com a gripe suína. Mas a última semana foi particularmente preocupante para as gestantes em geral, com a quantidade de notícias que circularam por aí. Mesmo assim eu ainda sentia que estava faltando um buracão nas informações, por mais que eu procurasse.

Hoje saiu uma entrevista com um infectologista no site Gravidez Absoluta, que acho que preenche muitas lacunas sobre o assunto. Reproduzo aqui, para divulgar ainda mais:

GRAVIDEZ E A GRIPE SUÍNA

Infectologista - Dr. Carlos Eduardo Figueiredo

GRAVIDEZ E A GRIPE SUÍNA

Para solucionar as principais dúvidas que as futuras mamães enviaram ao site em relação à gripe H1N1, o Gravidez Absoluta interrompeu o Especial Paris, apenas por hoje. Em entrevista ao Portal o infectologista do Hospital Memorial , Dr.Carlos Eduardo Figueiredo respondeu às questões enviadas ao site.

Gravidez Absoluta - Por que as grávidas são mais suscetíveis à Influenza A?
Dr. Carlos - O que estamos notando é que a doença está evoluindo mais rapidamente e em um curto espaço de tempo nessas mulheres.

Gravidez Absoluta – Mas as gestantes são imunologicamente mais frágeis?
Dr. Carlos – Sim. Como as grávidas possuem no seu corpo uma proteína estranha, a do bebê, isso gera um maior grau de imunodeficiências.

Gravidez Absoluta – Há alguma fase da gravidez, em especial, que as mulheres ficam mais frágeis?
Dr. Carlos – Em todo período do ciclo gravídico ela fica debilitada, afinal o corpo dela está se acostumando durante toda a gravidez com o feto e fica mais fragilizado.

Gravidez Absoluta – Quais os primeiros alertas para procurar um hospital?
Dr. Carlos - Aumento da freqüência respiratória, cansaço, dificuldade respiratória, alteração da tonalidade dos dedos e da boca, aumento da frequência cardíaca e alterações da pressão arterial. São sintomas que aparecem bem inicialmente. Apesar de muito divulgada pela imprensa a febre alta, nem sempre é relatada em grávidas que tiveram complicações. Então, na presença dos sintomas anteriores é importante procurar um médico.

Gravidez Absoluta – A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro recomendou que as grávidas com os sintomas sejam internadas. Em que momento isso deve acontecer?
Dr. Carlos - Não necessariamente internar, o que se tem feito é observar. Aquelas que tiverem sinais de agravamento devem ser internadas. A vigilância deve ser mantida, especialmente com as grávidas, com constantes avaliações clinicas. Quando ocorrem alterações dos gases clínicos, aumento da freqüência respiratória, cianose(pele azulada na boca e pontas dos dedos) e queda da pressão arterial, a internação é indicada. Além disso, aquelas que já possuem algum fator de risco, como lúpus, pressão alta, diabete, devem ser internadas aos primeiros sinais clínicos da gripe.

Gravidez Absoluta – A gripe H1N1 prejudica o desenvolvimento do feto?
Dr. Carlos – A gripe especificamente não, mas a manifestação de febre pode desencadear transtornos ao feto e até abortamento. No primeiro trimestre, pode prejudicar o desenvolvimento do tubo neural, no final da gravidez pode causar paralisia cerebral ou prematuridade do parto. Como nessa doença, o curso de febre é comum, é importante uma avaliação contínua. Ao menor sinal clínico (coriza, dor no corpo, tosse), essas mulheres devem procurar o Disque Gripe para passar pela primeira triagem. Se não se sentirem seguras com as informações, devem procurar o hospital.

Gravidez Absoluta – Mas o Ministério da Saúde indicou que se evite ir ao hospital...
Dr. Carlos – Sim, por isso é importante passar pela triagem do Disque Gripe, que é supervisionada por médicos e enfermeiros. Além de nos hospitais ser mais fácil contrair a gripe, as grávidas ainda ficam suscetíveis a outras infecções, como a urinária, por exemplo.

Gravidez Absoluta – O medicamento indicado para combater a nova gripe, o Tamiflu, pode ser administrado pelas grávidas?
Dr. Carlos – Pode sim, com segurança. Não há efeitos colaterais comprovados. Além disso, nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, os resultados do remédio são animadores.

Gravidez Absoluta – É possível pegar o vírus no ar? Ou apenas pelo contato com as secreções do infectado?
Dr. Carlos - O vírus dura 8 horas no ar e fica em suspensão. E as gotículas dos espirros e tosses podem ser transmitidas por uma distancia de pouco mais de um metro. Mas existe a transmissão aerosol, através de micro porções de partículas respiratórias que podem ser transmitidas a longas distâncias. Onde não tem circulação de ar, como em shoppings, cinemas, etc, há risco maior de adquirir a doença. Mas, a única maneira de prevenção é a higienização das mãos, lavando sempre, além de evitar beijos, abraços e apertos de mão.

Gravidez Absoluta - Sabendo que esteve em contato com um doente, o que deve ser feito enquanto os sintomas não tiverem aparecido?
Dr. Carlos - Apenas a observação clinica, não tem o que fazer. Aquelas que tem um fator de risco, podem ser avaliadas por um médico para saber se há necessidade de fazer profilaxia.

Gravidez Absoluta - As grávidas que morreram ao redor do mundo desenvolveram pneumonia. De que forma é possível evitar o agravamento do quadro?
Dr. Carlos - Não tem como saber. O que ela causa é a pneumonia viral, que leva ao óbito. O importante é antecipar que a grávida seja bem avaliada. Não pode ficar sem avaliação na fase inicial.

Disque - Gripe: 0800-2810100

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