Aliás, nunca este nome esteve tão atual, não é mesmo? rs De qualquer modo, até sexta ela estará aqui.
Uma amiga minha, que eu adoro, me lembrou - muito bem lembrado - de que seria bom lembrar aqui das minhas, digamos, restrições, quanto a visitas na maternidade.
É claro que eu vou adorar receber a visita e o carinho de todos que querem conhecer nossa pequena. Só imploro: não me visitem na maternidade. Pra mim, maternidade é hospital. E no hospital eu fico um caco.
Começa pelo parto. Normal ou cesárea, não faz diferença, esgota do mesmo jeito (pra mim). No do Vítor, fiquei cansadíssima, só queria saber de dormir. O que é meio impossível de fazer, quando as enfermeiras entram de duas em duas horas e acendem a luz na sua cara a cada vez que entram.
Aí tem o negócio do soro, os remédios, enfim, não rola. Pra mim aquilo é um lugar de passagem e quanto menos eu ficar lá, melhor. E sem ninguém pra me observar de camisola e arrepiada.
Em casa sou outra pessoa. Lá as visitas são e serão sempre bem vindas!
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Quando o bebê nasce
Gostei muito deste post, da Adriana Negreiros, que está esperando a xará da minha bebê, no site do Bebê.com. Concordo plenamente com ela, tanto que quando o Vítor nasceu eu não contei pra ninguém, só para os amigos muito íntimos. E fiz questão de que minha mãe me ajudasse a "barrar" possíveis pretendentes a nos visitar no hospital. Pra mim, lá é só a família (e porque a minha família é pequena).
Tem mais: visitas em casa, antes da primeira semana, só as pessoas mais íntimas, como diz a colega: "aquelas que frequentam minha casa e me vêem de cabelos revoltos e camiseta furada". Depois da primeira semana tá liberado, já estou apta a fazer o social. Antes disso, me esqueçam! rs
"Quando a visita é um fardo
Sei que corro o risco de parecer grosseira, mas devo confessar: tenho pavor de visitas na maternidade.
Quando menciono as visitas, obviamente que não me refiro às minhas minhas amigas mais íntimas, aquelas que frequentam minha casa e me vêem de cabelos revoltos e camiseta furada. Visitas são aquelas pessoas que, ainda que movidas pela mais sincera simpatia, acorrem à maternidade para obedecer às regras de boa-conduta social. São os colegas que mal sabem o nome do meu marido, os parentes que não vejo há séculos, cidadãos que, decididamente, não quero que me vejam de camisola, olheiras e peitos de fora.
Até o nascimento da Emília, eu era uma dessas pessoas que cumpriam a tal função social. Mas tudo mudou quando me vi, numa tarde, com uma recém-nascida chorosa no colo, tendo que aprender os primeiros passos da amamentação ao mesmo tempo em que dois colegas de trabalho conversavam animadamente sobre esportes no sofá do quarto. Tudo o que eu mais queria naquele momento era que os rapazes chispassem da maternidade e me deixassem ali com meu bebê, sem me preocupar em me cobrir com mantas enquanto tentava – quem passou por isso sabe o quanto é duro – fazer com que a Emília conseguisse mamar.
Naquela mesma tarde, depois da visita dos garotos, fui acordada no melhor do sono por uma colega que, ao passar perto da maternidade, lembrou que eu havia dado à luz e decidiu subir para uma visitinha. Eu olhava para ela na esperança de que notasse o sono em meus olhos, mas nada. No dia seguinte, no meio de uma visita, fui ao banheiro chorar. Havia na suíte da maternidade, além de mim, uma senhora, um casal e uma criança muito pequena que insistia em puxar Emília pelo pé – quando ela acordou, berrando, tive certeza de que estava dentro de um pesadelo.
De lá para cá, só estive uma vez na maternidade, para conhecer a filha recém-nascida de uma amiga muito próxima. Quando ela estava grávida, me disse que eu era uma das poucas que poderia ir até lá, e eu acreditei. É assim que tenho feito agora, às vésperas de ter a Alice. Meus amigos mais íntimos estão avisados de que eles não só podem, como devem, me ver na maternidade. É uma alegria receber, em momento tão especial, as pessoas com as quais nos sentimos completamente à vontade – quem mora longe dos parentes, como eu, transmite para os amigos verdadeiros o sentimento de familiaridade.
Mas estão dispensados os que visitam maternidades porque as regras de etiqueta recomendam que seja assim. Não é por mal-querer, arrogância ou qualquer coisa que o valha. É simplesmente porque a intimidade é reservada aos íntimos. E nada pode ser mais íntimo para uma mulher – pelo menos, para mim – do que os primeiros momentos dela ao lado da criança que, nos últimos 9 meses, ela carregou na barriga.
P.S. Completei 38 semanas de gravidez e entrei de licença. No fim das contas, foi uma semana depois do que eu imaginava que conseguiria - o que, para mim, já é uma vitória e tanto."
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- 9 meses = 36º a 40º semana (25 de setembro a 23 de outubro)
- Data prevista para o nascimento: 15 de outubro